Esqueceram de ensinar
que amor verdadeiro não aparece só quando temos 30 anos
e um emprego estável
que lar não é o lugar onde crescemos
mas pode ser um estado de espírito
ou alguém
e que inocência não é falta de malícia
Lembraram de dizer
que vazio no estômago é fome
Mas e vazio no peito?
É fome de que?
28 fevereiro 2007
16 fevereiro 2007
Arrisque-se
Se você morresse hoje...
Qual seria o valor das suas dívidas?
E suas dúvidas, deixariam de te atormentar?
Quantas pessoas ficariam empenhadas?
Quem iria parar a folia do carnaval para ir no seu enterro?
Tem certeza?
Qual seria o seu legado e quem iria querê-lo?
Que segredos deixaria não ditos, que se perderiam por ninguém sabê-los?
Pelo que as pessoas iam lembrar de você? Uma música? Um ideal? Uma lição que aprenderam com você?
Quantas vidas você mudou (para melhor)?
Você luta por algo?
Quantos inimigos ficariam felizes? ou você não viveu intensamente o suficiente para fazer inimigos?
É por essas e outras que digo que tenho medo de envelhecer. A gente para, pensa no que conquistou e descobre que se quiser nos tornarmos uma pessoa melhor, ainda temos muito o que mudar. Daí no outro dia a gente acorda, escova os dentes, toma café, faz tudo igual.
Minha resolução de ano novo, mesmo que um pouco atrasada, é que não vou esperar para começar as mudanças que eu acho necessárias. Não vou mais repetir pra mim a cada dia o que eu devo melhorar, mas sim, mexer o traseiro gordo e empoeirado e passar a falar menos e fazer mais.
E realmente acredito que se as pessoas tiverem essa atitude durante 2007, muita coisa pode mudar para melhor. Faça favores, ouça os problemas alheios (mas ESCUTE mesmo), tente não deixar nada pendente, pense menos antes de fazer uma loucura, apaixone-se mesmo que pela pessoa errada (e sofra também, vale a experiência), faça uma viagem no escuro e comece a reciclar.
Eu sei.
Só faltou o "use filtro solar".
Ah, se fosse fácil mudar o mundo só com palavras...
Mas o que vale é o gesto, e vou ficar na esperança, na persistência e na paciência.
Abraços!
Qual seria o valor das suas dívidas?
E suas dúvidas, deixariam de te atormentar?
Quantas pessoas ficariam empenhadas?
Quem iria parar a folia do carnaval para ir no seu enterro?
Tem certeza?
Qual seria o seu legado e quem iria querê-lo?
Que segredos deixaria não ditos, que se perderiam por ninguém sabê-los?
Pelo que as pessoas iam lembrar de você? Uma música? Um ideal? Uma lição que aprenderam com você?
Quantas vidas você mudou (para melhor)?
Você luta por algo?
Quantos inimigos ficariam felizes? ou você não viveu intensamente o suficiente para fazer inimigos?
É por essas e outras que digo que tenho medo de envelhecer. A gente para, pensa no que conquistou e descobre que se quiser nos tornarmos uma pessoa melhor, ainda temos muito o que mudar. Daí no outro dia a gente acorda, escova os dentes, toma café, faz tudo igual.
Minha resolução de ano novo, mesmo que um pouco atrasada, é que não vou esperar para começar as mudanças que eu acho necessárias. Não vou mais repetir pra mim a cada dia o que eu devo melhorar, mas sim, mexer o traseiro gordo e empoeirado e passar a falar menos e fazer mais.
E realmente acredito que se as pessoas tiverem essa atitude durante 2007, muita coisa pode mudar para melhor. Faça favores, ouça os problemas alheios (mas ESCUTE mesmo), tente não deixar nada pendente, pense menos antes de fazer uma loucura, apaixone-se mesmo que pela pessoa errada (e sofra também, vale a experiência), faça uma viagem no escuro e comece a reciclar.
Eu sei.
Só faltou o "use filtro solar".
Ah, se fosse fácil mudar o mundo só com palavras...
Mas o que vale é o gesto, e vou ficar na esperança, na persistência e na paciência.
Abraços!
31 janeiro 2007
Reflexos
Tania acordou ou caiu no sono, como todos os dias.
Foi até o banheiro e se olhou no espelho
Perguntou para si mesmo quem era
Respondeu sorrindo e seu reflexo ouviu
Olhou fundo nos seus olhos
E viu em suas pupilas lembranças de seu passado
Das loucuras que fizera
Dos amigos que a salvaram
Dos que a deixaram
Dos que zombavam das remelas nos seus olhos
Lavou o rosto
Estava nostálgica
Tomou os remédios
que destacavam o peso da idade sobre os ombros
Olhou o corpo mal-dormido
de camisola comprida, do pescoço até os joelhos
e tentou calcular quanto tempo fazia
que não vestia um vestido decotado
uma saia curta
um sapato aberto
E lembrou das festas de seu último emprego
onde os convidados a julgavam
com palavras azedas
Escovou os dentes
Sentou no vaso
e pela primeira vez percebeu
o quanto havia se limitado
por gente que lhe abria os braços
e enquanto acreditava receber um abraço
estava sendo proibida de passar
Ligou o chuveiro e se despiu
Se olhou no espelho
e decidiu que os desaforos que carregava na memória
eram mentiras
Se levou pra cama
e consumiu seu desejo por um eu melhor
Descobriu mais uma vez que se amava
E foi comprar um vestido
mesmo com o saldo zerado
da conta de uma recém-desempregada
Anita acordou ou caiu no sono, como todos os dias.
Foi até o banheiro e se olhou no espelho
Porque às vezes
o amor está a apenas um reflexo
Foi até o banheiro e se olhou no espelho
Perguntou para si mesmo quem era
Respondeu sorrindo e seu reflexo ouviu
Olhou fundo nos seus olhos
E viu em suas pupilas lembranças de seu passado
Das loucuras que fizera
Dos amigos que a salvaram
Dos que a deixaram
Dos que zombavam das remelas nos seus olhos
Lavou o rosto
Estava nostálgica
Tomou os remédios
que destacavam o peso da idade sobre os ombros
Olhou o corpo mal-dormido
de camisola comprida, do pescoço até os joelhos
e tentou calcular quanto tempo fazia
que não vestia um vestido decotado
uma saia curta
um sapato aberto
E lembrou das festas de seu último emprego
onde os convidados a julgavam
com palavras azedas
Escovou os dentes
Sentou no vaso
e pela primeira vez percebeu
o quanto havia se limitado
por gente que lhe abria os braços
e enquanto acreditava receber um abraço
estava sendo proibida de passar
Ligou o chuveiro e se despiu
Se olhou no espelho
e decidiu que os desaforos que carregava na memória
eram mentiras
Se levou pra cama
e consumiu seu desejo por um eu melhor
Descobriu mais uma vez que se amava
E foi comprar um vestido
mesmo com o saldo zerado
da conta de uma recém-desempregada
Anita acordou ou caiu no sono, como todos os dias.
Foi até o banheiro e se olhou no espelho
Porque às vezes
o amor está a apenas um reflexo
17 janeiro 2007
15 janeiro 2007
Em um fôlego só
Me queima por dentro, me percorre as entranhas, me causa um inexplicável desejo de aumentar o volume da vida, como se eu sofresse ressonância de todos os seres vivos, como se pulsassem em mim todos os corações dos apaixonados ainda que eu não seja um deles (embora possa vir a ser), me faz acordar com a melhor e a pior sensação do mundo, que me faz querer tentar falar tudo isso que estou sentindo em um fôlego só.
Assinar:
Postagens (Atom)