10 fevereiro 2008

High on love



<Gloomold> BAH fou
<Gloomold> sabe aquela música do disco novo do weezer
<Gloomold> "we are all on drugs"?
<Gloomold> when you're out with your friend in your new mercedes-benz and you're
<Gloomold> on druuuuugs
<Gloomold> and you put on your headphones and you step into the zone 'cause you're
<Gloomold> ooon druuuuugs
<~Fou> uia
<~Fou> n sei
<~Fou> vou baixar tb
<Gloomold> ausheiaeh, pode baixar, mas é que eu descobri agora
<Gloomold> que a MTV
<Gloomold> fez uma versão
<Gloomold> MUITO TOSCA
<Gloomold> acabei de ver o clipe no youtube
<Gloomold> que eles editaram
<Gloomold> sempre que eles falam
<Gloomold> "on drugs"
<Gloomold> e colocaram
<Gloomold> "in love"
<Gloomold> É RIDÍCULO!
<Gloomold> iuhOIUSAhOIUSAiASHiuAS
<Gloomold> dá até pra perceber as falhas da edição
<~Fou> é BASICAMENTE a mesma coisa after all
<~Fou> tu fica um abobado
<~Fou> qualquer coisa idiota vira algo maravilhoso
<~Fou> tu fica extremamente sensível
<~Fou> mesma coisa.
<~Fou> só que um dos 2 é mais barato.
<~Fou> adivinha qual? :}


Get mIRC:
http://www.mirc.com/get.html
http://www.cyberscript.org/download.php

My server: irc.rizon.org


Get STONED:
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Get LAID:
YouTube: Weezer - We are all in Love
Last.fm: Weezer - We are all in Love

05 fevereiro 2008

Tudo vai ficar bem é o caralho.

Estive pensando esses dias: devia ter uma lei proibindo as pessoas de dizer "tudo vai ficar bem". Ou pelo menos deveriam exigir habilitação de quem quiser que disesse isso. Talvez eu pense assim porque sou um pessimista convicto. A coisa mais frustrante pra mim é ver uma TSUNAMI se aproximando e um bunda-mole ao meu lado, sentado em sua cadeirinha de praia, tomando agüinha de côco, dizendo: "tudo vai ficar bem, se não estã bem, é porque não chegou ao fim ainda!".

Me dá vontade de adiantar o fim do retardado. Parece que essa raça - essa sub-classe de humano - ainda não percebeu que as coisas não se ajeitam sozinhas. No fim, as coisas só ficam bem quando alguém trabalhou para que isso acontecesse. As coisas não são tão simples como na química inorgânica, quando tu mistura ácido e base, espera um tempo e depois de alguma borbulhada, tudo vira sal e água, e a harmonia volta a reinar. A partir do momento que o indivíduo está dando o sangue para arrumar a situação, ele tem todo o direito de falar que tudo vai ficar bem.

Exemplo prático:
Tsunami vindo.
A) O bunda-mole sentadinho diz que tudo vai ficar bem. FAIL.
B) O sujeito está quase morrendo de tantas felpas de madeira tem fincadas no corpo enquanto tenta a todo custo improvisar uma barragem usando pauzinhos de guarda-sol. RESPECT.
Esse merece dizer que tudo vai ficar bem, ainda que não fique. Afinal, o cara tentou.

Eu sempre estive na posição do cara que fala que vai ficar bem mas faz algo a respeito. Daí chega uma situação na vida em que se percebe que dadas as dimensões do problema, não há o que fazer. Perdi uma amiga. Tenho a certeza de que nada do que eu disser pra qualquer pessoa que está passando pelo mesmo que eu (ou pior) não vai fazê-la se sentir melhor. Sei disso porque sei que nada do que ME disserem vai adiantar. Queria ter o poder de segurar alguns dos meus amigos e dizer: passa essa tristeza pra mim. É barra, mas prefiro eu segurar que ver eles dessa maneira.

Talvez seja minha inabilidade de lidar com isso, mas não consigo trabalhar na solução pra isso, não dessa vez. Que o mundo me desculpe por me conformar em ser o bunda-mole dessa vez, mas estou fazendo meu melhor. Força...

06 janeiro 2008

Reveiller

- Bem na hora! O leitão acabou de ficar pronto! - abri a porta recebendo Anita que vinha comemorar a virada do ano conosco.

Anita largou seus pertences em um canto, como já estava acostumada, e logo se acomodou na sala, onde comíamos com os pratos no colo, bebendo, ouvindo música e conversando.

- Ah, sim! Anita, esse é o Ricardo, um amigo meu de longa data... - apresentei-o.
- Oi Ricardo!

Ricardo fez questão de levantar-se e cumprimentar Anita calorosamente quando ela chegou. Desta vez, de boca cheia, ele acenou com a cabeça enquanto erguia seu copo em um gesto de brinde.

- Ricardo é mudo, Anita. Desde que o conheci.
- Nossa, mas o que houve? Acidente, voto de silêncio ou algo parecido?
- Olha... Ele não fala muito sobre isso!

Risos. Ricardo riu, inclusive, embora eu também não soubesse a razão dele não falar.

- Vocês se conhecem há quanto tempo? - perguntou Anita enquanto se recuperava da piadinha.
- Não muito, faz uns 2, 3 anos. Ele luta, foi meu professor de aikido.
- Que legal! Mas me explica uma coisa, fiquei curiosa. Como que vocês são amigos assim sem trocar uma palavra? Ele só escuta o que tu tens pra dizer, isso nunca incomodou vocês?

Eu e Ricardo nos olhamos. Ele levantou sinalizando que ia até o banheiro.

- Não... Não sei explicar, na verdade. Com certeza ele me escuta bastante. A gente simplesmente se entende, o Ricardo não precisa falar pra mim saber o que aflige ele. Claro que é difícil, no início eu estranhei muito, mas daí tu conhece ele e vê que ele é um cara gente fina. Às vezes eu até ajudo ele a se expressar, quando ele precisa MESMO falar.
- E ele trabalha com o que? - questionou Anita ainda intrigada pela figura.
- Informática. Daí isso nunca foi problema, se comunica tudo por email mesmo.

Ricardo voltou do banheiro.

- Puxa, admiro a força dele. Conta aí, o que tu já teve que falar por ele?
- Ah, de tudo um pouco. Já liguei pra mãe dele no dia das mães, expliquei pra um cara de uma loja hippie que o gesto que ele estava fazendo significava "me dá dois desses" e não "paz e amor", uma vez até me declarei por ele para uma menina. Ficaram juntos por 1 ano.
- Óó, que bonitinho.

Ricardo olhou para mim fixamente, como se acabasse de ter percebido algo. Não sabia dizer se ele tinha esquecido ou lembrado de algo. Na dúvida, aproveitei pra contar as novidades para Anita.

- O Ricardo tá tocando conosco na banda. - contei para Anita.
- Sério? E o que ele toca?
- Teclado e vocais.

Ricardo ria denovo. Depois, fez gestos tão nítidos que eu podia ouvir ele dizendo "não, só toco teclado mesmo!". Anita terminou seu prato de leitão e já estava se levantando, preparada para repetir.

- Bah Ricardo, mas com teu amigo cozinhando deste jeito, vai ficar todo mundo quietinho por aqui! Vou lá pegar um pouco mais.

Alguns pratos, copos, cigarros e minutos depois, virou o ano. Vimos os fogos, conversamos mais um pouco e Anita foi embora. Pouco tempo depois, Ricardo decidiu ir também. Eu já abria a porta quando senti alguém cutucar meu ombro.

- Que foi, Ricardo?
- Obrigado. - respondeu. Respondeu, e então foi a minha vez de perceber que eu não precisava dizer mais nada naquele momento. E me calei.


Obrigado Ricardos e Anitas.

05 dezembro 2007

Espírito de Natal 3

Bêbados, sentamos à mesa e então surgiu a discussão.

A pior parte da cultura brasileira é a tentativa de lhe agregar valor utilizando-se de folclore de outro país. Acontece que lá, isso funciona. Aqui, são outros 500.
Lá, o natal é no inverno. Já cansamos de ver o quanto eles se divertem na neve em filmes de sessão da tarde. Basta passear no shopping para encontrar aquelas enormes árvores de natal cobertas de neve artificial. Por que diabos? POR QUE DIABOS???
Outra hipótese interessante é de que o brasil é miserável porque não temos lareiras. Pensar bem: o papai noel entra pela chaminé, e ainda deixa presentes extras como chocolates, balinhas e outras porcarias caso preguemos uma meia de lã na moldura. Só pode ser por isso que os presentes estão mais escassos: falta de lareiras. Falando do papai noel, muito inteligente dele usar uma barba gigante, touquinha e roupa estofada. Utilíssimo no calor de 40°C à sombra.

Quem sabe um papai noel mais com a cara do país pudesse atrair mais fãs à história infantil? E se ao invés de um trenó com renas, ele fosse caminhoneiro? Cabelo ruim e raspado, regatinha amarela, bermuda azul, chinelo havaianas e um companheiro chamado Bino. Lhe bastaria um Scania voador para entregar os presentes de todas as criancinhas. Entrando pela chaminé? Que esperança! O nosso papai noel arromba a porta da sua casa, deixa os presentes (e o boleto de R$8,99 a ser pago em qualquer agência do Banco do Brasil, referente à taxa de entrega) e sai numa boa.
Já pensaram a alegria das crianças ao ouvir o barulho de freio de caminhão perto de suas casas?


Co-autoria de:
Andréa Mu
Karin Engel
Pedro Palaoro
Pedro Paiva

Data original: 04/04/07

25 novembro 2007

Ovelha Negra

Este post é de ordem meramente informativa e não contém conteúdo artístico senão a mera palavra de quem vos escreve.


Fui no show da Rita Lee hoje. Ouvi comentários de pessoas que já tinham ido dizendo que é um dos shows que não se pode morrer sem ir. Disseram que a mulher em questão fazia espetáculos no palco e que ela realmente mostrava seu talento ao vivo.

Sou fã de Rita há algum tempo, sempre escutei e sempre me agradou muito. O show realmente foi espetacular. Ainda prefiro as canções antigas às novas. Essas últimas estão muito longe do espírito rock and roll que as anteriores possuem. Parece até que a letra foi feita na última hora para se encaixar em uma série de pequenos riffs criados especialmente para virarem a melhor música do mundo dos próximos 5 minutos. Em compensação, Rita levou a platéia ao delírio com clássicos como Ovelha Negra e Lança Perfume.

Ao êxtase dentro das possibilidades. A única coisa que me irritou durante a performance da paulistana foi a platéia em si. Todos os cidadãos britânicamente sentadinhos ouvindo o show como quem escuta uma mp3. O máximo do entusiasmo era sacudir a cabeça, e se você batia palmas, nossa, isso era um pecado. Odeio esse cinismo de platéia que quer fingir uma elegância forçada enquanto todos estão morrendo de vontade de sair dançando. Não tenho nojo das dondocas overdressed ou das patricinhas "meu-cabelo-custa-mais-que-seu-relógio". Tenho pena. Porque eu dancei.

No fim das contas, Rita Lee levantou até Stephen Hawking da cadeira quando tocou suas músicas mais pegadas. Ninguém aguentou ficar sentado muito tempo. Rita wins. Rock and Roll still rocks.


Obrigado a todos por terem a paciência de ler o que acaba de ser meu primeiro post "press-like" neste blog. Sintam-se livres para comentar, opinar, criticar ou mandar o Glauber à merda. PNC.