FACRI
Faculdade de Criminologia
Currículo 1/171 - Curso de Criminologia
Reconhecimento: Decreto nº 666.666/66 (D.O. de 01-04-2006)
Integralização em anos: máximo: não determinado; mínimo: 3
Disciplinas do nível I:
Contabilidade I
Fundamentos da Segurança Pública
Introdução à Criminologia
Introdução ao Furto e Punga
Sociologia I
Disciplinas do nível II:
Arrombamento e Invasão I
Contabilidade II
Fraude e Falsificação
Furto e Punga I
Identificação de Alvos
Disciplinas do nível III:
Arrombamento e Invasão II
Contabilidade III
Furto e Punga II
Introdução ao uso de Armas Brancas
Introdução ao uso de Armas de Fogo
Disciplinas do nível IV:
Golpes e Blefes I
Operações Automotivas
Operações em Grupo
Prática de uso de Armas Brancas
Prática de uso de Armas de Fogo
Disciplinas do nível V:
Chantagem I
Golpes e Blefes II
Legislação em Criminologia
Seqüestro Individual
Técnicas de Transporte: Contrabando e Tráfico
Disciplinas do nível VI:
Chantagem II
Fuga e Camuflagem
Seqüestro em Massa
Disciplinas do nível VII:
Introdução à Política Básica
Trabalho de Conclusão
Observação Currículo 1/171:
- As disciplinas de Política Básica e Política I foram retiradas do currículo devido a censura de órgãos da educação nacional. As disciplinas continuam sendo oferecidas em cursos de pós graduação e especialização da faculdade.
- É permitido apenas 8 estágios concomitentes por semestre.
- É expressamente proibida a utilização dos conhecimentos obtidos nas disciplinas de Fraude e Falsificaçã e Golpes e Blefes para ganhar créditos ou benefícios no curso.
14 abril 2006
27 março 2006
Saudades de...
Sei lá, só fiquei com vontade de escrever.
Estou sentindo falta de alguma coisa, só não sei o que.
Acho que eu estava em uma estrada, perseguindo meus sonhos, daí cansei e deitei para descansar um pouco.
Quando acordei, não estava mais sonhando.
Estou sentindo falta de alguma coisa, só não sei o que.
Acho que eu estava em uma estrada, perseguindo meus sonhos, daí cansei e deitei para descansar um pouco.
Quando acordei, não estava mais sonhando.
14 março 2006
207
[Post Categoria: Texto]
Um belo dia você chega em casa. Acaba de estacionar o carro. Desce, liga o alarme e vai em direção ao hall do prédio, seguido pelo som dos sapatos batendo no concreto frio, cansados depois de um dia de trabalho.
Aguardando o elevador, ganha uma nova companhia: o bastardo do 207. O garoto, de seus vinte e poucos anos, cabelo oleoso, curto e amassado por um boné de marca, usa cores predominantemente escuras. É mal falado no bairro todo. Dizem que ele é traficante, que comprou o apartamento ao lado do seu, com o dinheiro das drogas e dos assassinatos por encomenda. Ninguém se atreve a dizer-lhe isso, pois é um risco muito alto a se correr. Há quem diga que foi assaltado pelo rapaz dentro do prédio.
Você resolve não trocar palavras, apenas pressiona o botão metálico, que acende, e espera o elevador. Ele sobe junto, mora no mesmo andar. A porta do elevador se abre, e você percebe que o operador da TV a cabo está à sua porta, e que a mesma encontra-se aberta. O funcionário para por alguns momentos, e lança um olhar de dúvida. Sua mulher, também à porta, lhe cumprimenta, e avisa:
Engraçado ela não ter lhe avisado nada. O infame vizinho abre a porta do apartamento, com um som que passa por cima de seus ombros. Ela ainda não voltou. Você larga suas coisas em cima da mesa da sala, e volta para não deixar o operador da TV a cabo sozinho. Ele lhe pergunta algo sobre o tempo. Há um pequeno intervalo de tempo constrangedor, onde não há assunto. O homem limpa o suor da testa - parece cansado - e fecha um botão da camisa do uniforme. Ele pergunta algo sobre futebol e você nem dá bola.
Sua mulher volta, desta vez com um cachecol ao redor do pescoço e com um blazer sobre a mão. Parece que ela vai sair.
O moleque do 207, com uma pistola na mão. Sua mulher cai lentamente, deixando um rastro de sangue na parede. O blazer escorrega por cima de sua mão, revelando o calibre 38 que você herdou do seu avô.
[Comentários Adicionais]
Quem pode distinguir bem de mal? (se alguém não entendeu, por favor avisar)
Enfim... Mais um dia comum de estágio e faculdade, nada de grandes novidades, aquela mesma coisa de todo o dia. Exceto que, mesmo não tendo muitas aulas hoje, aprendi muito mais que em qualquer outro dia.
Aprendi que nem sempre o mundo é justo,
que nem sempre se faz a coisa certa sem o sacrifício de algo,
que muitas vezes meus amigos mais próximos me conhecem melhor que eu,
que - sem saber - eu faço/falo coisas que atingem outras pessoas...
No mais, é isso.
Abraços!
Um belo dia você chega em casa. Acaba de estacionar o carro. Desce, liga o alarme e vai em direção ao hall do prédio, seguido pelo som dos sapatos batendo no concreto frio, cansados depois de um dia de trabalho.
Aguardando o elevador, ganha uma nova companhia: o bastardo do 207. O garoto, de seus vinte e poucos anos, cabelo oleoso, curto e amassado por um boné de marca, usa cores predominantemente escuras. É mal falado no bairro todo. Dizem que ele é traficante, que comprou o apartamento ao lado do seu, com o dinheiro das drogas e dos assassinatos por encomenda. Ninguém se atreve a dizer-lhe isso, pois é um risco muito alto a se correr. Há quem diga que foi assaltado pelo rapaz dentro do prédio.
Você resolve não trocar palavras, apenas pressiona o botão metálico, que acende, e espera o elevador. Ele sobe junto, mora no mesmo andar. A porta do elevador se abre, e você percebe que o operador da TV a cabo está à sua porta, e que a mesma encontra-se aberta. O funcionário para por alguns momentos, e lança um olhar de dúvida. Sua mulher, também à porta, lhe cumprimenta, e avisa:
- Vou buscar o talão de cheques.
Engraçado ela não ter lhe avisado nada. O infame vizinho abre a porta do apartamento, com um som que passa por cima de seus ombros. Ela ainda não voltou. Você larga suas coisas em cima da mesa da sala, e volta para não deixar o operador da TV a cabo sozinho. Ele lhe pergunta algo sobre o tempo. Há um pequeno intervalo de tempo constrangedor, onde não há assunto. O homem limpa o suor da testa - parece cansado - e fecha um botão da camisa do uniforme. Ele pergunta algo sobre futebol e você nem dá bola.
Sua mulher volta, desta vez com um cachecol ao redor do pescoço e com um blazer sobre a mão. Parece que ela vai sair.
BANG.
O moleque do 207, com uma pistola na mão. Sua mulher cai lentamente, deixando um rastro de sangue na parede. O blazer escorrega por cima de sua mão, revelando o calibre 38 que você herdou do seu avô.
[Comentários Adicionais]
Quem pode distinguir bem de mal? (se alguém não entendeu, por favor avisar)
Enfim... Mais um dia comum de estágio e faculdade, nada de grandes novidades, aquela mesma coisa de todo o dia. Exceto que, mesmo não tendo muitas aulas hoje, aprendi muito mais que em qualquer outro dia.
Aprendi que nem sempre o mundo é justo,
que nem sempre se faz a coisa certa sem o sacrifício de algo,
que muitas vezes meus amigos mais próximos me conhecem melhor que eu,
que - sem saber - eu faço/falo coisas que atingem outras pessoas...
No mais, é isso.
Abraços!
22 janeiro 2006
If you're feeling sinister
[Post Categoria: Conclusão Empírica]
| Diogo took the free ColorQuiz.com personality test! "Strives for a life rich in activity and experience..."
|
Anthony walked to his death because he thought he'd never feelthis way again
If he goes back to the house then things would go from bad to worse, what could he do?
He wants to remember things exactly as he left them on that funny day
And if there is something else beyond, he isn't scared because
It's bound to be less boring than today
It's bound to be less boring than tomorrow
Hilary walked to her death because she couldn't think of anything to say
Everybody thought that she was boring, so they never listened anyway
Nobody was really saying anything of interest, she fell asleep
She was into S&M and bible studies
Not everyone's cup of tea she would admit to me
Her cup of tea, she would admit to no one
Her cup of tea, she would admit to me
Her cup of tea, she would admit to no one
Hilary went to the Catholic Church because she wanted information
The vicar, or whatever, took her to one side and gave her confirmation
Saint Theresa's calling her, the church up on the hill is looking lovely
But it doesn't interest, the only things she wants to know is
How and why and when and where to go
How and why and when and where to follow
How and why and when and where to go
How and why and when and where to follow
But if you are feeling sinister
Go off and see a minister
He'll try in vain to take away the pain of being a hopeless unbeliever
When she got back, her spirituality was thrown into confusion
So she got a special deal on renting
From the man at Rediffusion
"Look at me! I'm on TV"
It makes up for the shortcomings of being poor
Now I'm in a million pieces", picked up for deliberation
By the people listening at home
By the people watching on the telly
By the people listening at home
By the people watching on the telly
But if you are feeling sinister
Go off and see a minister
Chances are you'll probably feel better
If you stayed and played with yourself
Who am I?
Sei lá, ando estranho ultimamente, mas hoje especificamente me sinto melhor...
Acho que algo está mudando a minha volta.
E perdoai nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tem ofendido.
Desculpem por ser chato as vezes - tentando melhorar!
21 janeiro 2006
18:50
[Post Categoria: Conto]
... bati o ponto.
Saí do prédio, hora do rush. A rua, movimentadíssima.
À minha frente, a parada de ônibus. A rua, tomada de carros em uma tentativa de ultrapassar mach3 para chegar mais rápido em casa - frustrada, talvez pelo número de sinaleiras que havia por perto. Na calçada, altos executivos com pressa para entrar em alguma fila. Pessoas simples, donas de casa saindo de um mini mercado. Os vendedores das lojas de rua, contemplando o crepúsculo tricolor, para compensar a apatia da atividade naquela hora.
À esquerda, alguns funcionários carregavam móveis para fora de um caminhão - que atrapalhava o trânsito - para dentro de um prédio, fazendo a mudança de alguma família feliz para um novo apartamento.
À direita, um mendigo deitado sob uma marquiz, a frente de um bar.
Esperava o ônibus para ir para casa. Uma mulher sai do mercado com uma cesta de frutas e me lembra minha namorada: ela gosta muito de manga... Manga... Como posso sentir saudades, mesmo depois de poucas horas sem vê-la? Fico pensando em como ela me completa, o bem que isso me faz... No modo que ela...
Desvio o olhar por um instante e vejo um ônibus do outro lado da rua.
Jardim São Pedro. Passa próximo à casa dela, e está indo na direção correta.
Ele para na parada correspondente a minha.
Neste momento, percebi o que eu deveria fazer.
Já estava na hora.
Há muito tempo eu já deveria ter feito isso. Eu deveria ir até lá agora mesmo, e dizer para ela o quanto ela é importante. Largar todas as superficialidades que me preocupam e dar mais atenção ao nosso relacionamento. Morar juntos. Casamento.
Não! Como eu iria dizer isso assim, ao acaso? Como iria bater à porta dela, com o coração pulando para fora da boca, sem nem sequer uma flor? Tenho certeza da minha incapacidade de converter meus sentimentos em palavras, é algo que leva tempo.
Ah, uma música, quem me dera se eu fosse bom com isso! Poderia tocar uma música para ela, um prólogo do que eu iria lhe dizer. Ah se eu fosse mais confiante! É tão simples, é como empilhar documentos, basta colocar esta tempestade de pensamentos em ordem, e eu conseguiria fazer isso perfeitamente. Ah se eu pelo menos fosse mais bonito, não precisaria de tanto trabalho para agradá-la, pois na dúvida, um sorriso resolveria.
Agora sim. Vou entrar naquele ônibus. Percebi que não precisava de grandes presentes, que não precisava ter um discurso pronto, que não precisava ser melhor do que eu sou, que apenas deveria deixá-la ver o espaço que ela ocupava em meus pensamentos. Parece que tudo, todas, todos... Sejam lá que forças formam um pensamento, juntaram-se. Tomaram forma, e agora eu sabia palavras para cada uma das emoções que percorria meu corpo da cabeça aos pés. Eu te...
Alguém esbarrou em mim. Barulho de papéis voando.
Virei, e me deparei com uma mulher maravilhosa. Jovem, de formas perfeitas e de um rosto que, sob a cor do céu, parecia não poder ficar mais bonito. Seus olhos claros, fartos de água, pareciam lamentar por ter esbarrado em mim, como se isso fosse causar uma catástrofe na minha vida.
Ela aceitou.
Subimos no ônibus.
Parecia que ela tinha sido demitida da empresa onde eu fora contratado naquele mesmo dia, mas nada de grave.
Pelo resto do dia, fiquei com a sensação de ter esquecido de alguma coisa.
Mas depois eu me lembro.
... bati o ponto.
- Boa Noite, Silvana! - e saí do escritório.
Saí do prédio, hora do rush. A rua, movimentadíssima.
À minha frente, a parada de ônibus. A rua, tomada de carros em uma tentativa de ultrapassar mach3 para chegar mais rápido em casa - frustrada, talvez pelo número de sinaleiras que havia por perto. Na calçada, altos executivos com pressa para entrar em alguma fila. Pessoas simples, donas de casa saindo de um mini mercado. Os vendedores das lojas de rua, contemplando o crepúsculo tricolor, para compensar a apatia da atividade naquela hora.
À esquerda, alguns funcionários carregavam móveis para fora de um caminhão - que atrapalhava o trânsito - para dentro de um prédio, fazendo a mudança de alguma família feliz para um novo apartamento.
À direita, um mendigo deitado sob uma marquiz, a frente de um bar.
Esperava o ônibus para ir para casa. Uma mulher sai do mercado com uma cesta de frutas e me lembra minha namorada: ela gosta muito de manga... Manga... Como posso sentir saudades, mesmo depois de poucas horas sem vê-la? Fico pensando em como ela me completa, o bem que isso me faz... No modo que ela...
- Com licença, meu bom jovem, poderia me informar as horas? - perguntou o
mendigo, com notável habilidade com as palavras.
- 18:50.
Desvio o olhar por um instante e vejo um ônibus do outro lado da rua.
Jardim São Pedro. Passa próximo à casa dela, e está indo na direção correta.
Ele para na parada correspondente a minha.
Neste momento, percebi o que eu deveria fazer.
Já estava na hora.
Há muito tempo eu já deveria ter feito isso. Eu deveria ir até lá agora mesmo, e dizer para ela o quanto ela é importante. Largar todas as superficialidades que me preocupam e dar mais atenção ao nosso relacionamento. Morar juntos. Casamento.
- Vamos logo filho! Ou vai perder o ônibus! - disse uma mãe para seu filho, de
uniforme do colégio.
Não! Como eu iria dizer isso assim, ao acaso? Como iria bater à porta dela, com o coração pulando para fora da boca, sem nem sequer uma flor? Tenho certeza da minha incapacidade de converter meus sentimentos em palavras, é algo que leva tempo.
- Em frente, Em frente! - gritava, autoritário, o líder dos funcionários que
agora traziam um enorme piano para fora do caminhão.
Ah, uma música, quem me dera se eu fosse bom com isso! Poderia tocar uma música para ela, um prólogo do que eu iria lhe dizer. Ah se eu fosse mais confiante! É tão simples, é como empilhar documentos, basta colocar esta tempestade de pensamentos em ordem, e eu conseguiria fazer isso perfeitamente. Ah se eu pelo menos fosse mais bonito, não precisaria de tanto trabalho para agradá-la, pois na dúvida, um sorriso resolveria.
- She loves you yeah, yeah, yeah - um jovem cantava, acompanhando seu mp3
player.
Agora sim. Vou entrar naquele ônibus. Percebi que não precisava de grandes presentes, que não precisava ter um discurso pronto, que não precisava ser melhor do que eu sou, que apenas deveria deixá-la ver o espaço que ela ocupava em meus pensamentos. Parece que tudo, todas, todos... Sejam lá que forças formam um pensamento, juntaram-se. Tomaram forma, e agora eu sabia palavras para cada uma das emoções que percorria meu corpo da cabeça aos pés. Eu te...
Alguém esbarrou em mim. Barulho de papéis voando.
- Desculpe senhor!
Virei, e me deparei com uma mulher maravilhosa. Jovem, de formas perfeitas e de um rosto que, sob a cor do céu, parecia não poder ficar mais bonito. Seus olhos claros, fartos de água, pareciam lamentar por ter esbarrado em mim, como se isso fosse causar uma catástrofe na minha vida.
- Não se preocupe, eu ajudo você a juntar! - respondi.
- Muito obrigado, o senhor é muito gentil. - retrucou, com voz de
choro.
- Está tudo bem?
- Mais ou menos, senhor, mas isso não importa. Olha, muito obrigado pela
ajuda, e mais uma vez, peço desculpas, mas parece que meu ônibus está chegando.
- ela apontou para a esquina, onde o ônibus que eu sempre pego para ir até em
casa estava vindo.
- Você também pega este? Por que não me conta no caminho? Sei muito bem
como é difícil passarmos por situações sozinho.
Ela aceitou.
Subimos no ônibus.
Parecia que ela tinha sido demitida da empresa onde eu fora contratado naquele mesmo dia, mas nada de grave.
Pelo resto do dia, fiquei com a sensação de ter esquecido de alguma coisa.
Mas depois eu me lembro.
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